Manoela

Autismo & Fisioterapia

O Autismo é um transtorno ainda desconhecido, com influência direta no desenvolvimento neuropsicomotor de toda criança, manifestado no início da infância. Demonstra algumas de suas características, geralmente, nos três primeiros anos de vida, fechando concretamente o seu diagnóstico aos 3 ou 4 anos de idade, a depender do grau da doença, e prevalece durante todas as fases do crescimento e desenvolvimento humano. Ele age nos três pilares principais: a interação social, a comunicação e a linguagem (SEGURA et al., 2011).

Klin (2006) afirma que não se sabem ao certo as causas do Autismo. Especialistas acreditam que é um transtorno causado por uma possível falha do desenvolvimento dos neurônios, ainda durante o processo de maturação gestacional. Pelo fato de não poder ser diagnosticado durante a gestação, alguns sinais aparecem na fase de recém-nascido, com comportamentos atípicos em uma criança de desenvolvimento normal. Outros começam a se manifestar a partir de, aproximadamente, dezoito meses de vida, com o aparecimento de características típicas de crianças portadoras dessa deficiência.

Estudiosos afirmam que, para se conseguir reverter alguns dos traços dessa doença, é primordial que ela seja identificada antes dos sete anos, porém, o diagnóstico só pode ser fechado com 3 ou 4 anos, idade em que a criança já possui maturação neurológica a nível neuropsicomotor (BRAMBILLA et al., 2003; MÜLLER et al., 2011).

Estudos epidemiológicos mostraram que há uma maior incidência de Autismo em meninos do que em meninas, com proporções médias relatadas de cerca de 3,5 a 4,0 meninos para cada menina.

Uma das melhores explicações para tal fato é que o Autismo é uma condição genética ligada ao cromossomo X, tornando, assim, os homens mais vulneráveis (RUTTER, 2005).

Para uma criança autista, o corpo pode ser um objeto de angústia e de pânico, sobretudo se ele não é bem estimulado e compreendido. Por isso, é necessário que ele se torne um polo de segurança e estabilidade.

Segundo Ferreira (2002), as experiências motoras da criança são decisivas na elaboração progressiva das estruturas que, aos poucos, dão origem às formas superiores de raciocínio, isto é, em cada fase do desenvolvimento, ela consegue uma determinada organização mental que lhe permite lidar com o ambiente. Pode‑se assim dizer que, em termos de evolução, a motricidade é uma condição de adaptação vital. Sua essência reside no fato de nela o pensamento poder manifestar‑se. A pobreza de seu campo de exploração irá retardar e limitar a capacidade perceptiva do indivíduo.

Conclui-se portanto que, o acompanhamento de fisioterapeutas a crianças autistas se faz importante principalmente para o aumento da qualidade de vida em suas funções na rotina diária. 

AZEVEDO, A.; GUSMÃO, M. A importância da fisioterapia motora no acompanhamento de crianças autistas. Rev. Eletrôn. Atualiza Saúde. Salvador, v. 3, n. 3, p. 76-83, jan./jun. 2016


  • Dra Manoela Ponce
  • Fisioterapeuta
  • CREFFITO: 276853.1.F
  • Contato: (93) 99177-6501
Manoela
  • Manoela Fisioterapeuta
  • Fisioterapeuta graduada pela Universidade do Estado do Pará CREFFITO: 276853.1.F

Comentários

Você precisa estar logado para escrever um comentário.

Fazer login